Professores também podem ficar atentos às alterações na visão dos alunos

Em época de volta às aulas, pais e professores precisam ficar atentos a atitudes e sintomas de distúrbios na visão, afirma oftalmopediatra Erika Silvino, especialista da Unilaser – Unidade Oftalmológica de Santos. Em média, 20% das crianças até 10 anos necessitam de óculosthumb

Dores de cabeça, vermelhidão nos olhos e franzir a testa ao ler são alguns dos sintomas que podem indicar problemas na visão de crianças em idade escolar. Cerca de 10% dascrianças, com menos de 4 anos, necessitam de óculos e o número chega a 20% em crianças até 10 anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.

Para evitar que o problema prejudique o aprendizado é importante que pais e professores fiquem atentos. A oftalmopediatra Erika Silvino, especialista da Unilaser – Unidade Oftalmológica de Santos, recomenda que a primeira consulta ao oftalmologista seja feita até três anos e a segunda visita entre cinco e seis anos.

“Caso a criança necessite usar óculos corretivos, as visitas devem ser feitas entre seis e 12 meses, seguindo a orientação”, pondera Erika. Além disso, a oftalmologista alerta que a primeira consulta deve ocorrer antes dos cinco anos de idade já que algumas crianças, de 1 a 5, podem apresentar perda parcial da visão (ambliopia), que só pode ser corrigida até os seis anos.

“A ambliopia caracteriza-se por perda parcial da visão de um ou ambos os olhos. A correção é feita através de estimulação do olho mais fraco. O diagnostico só pode ser feito pelo oftalmologista já que a criança não tem discernimento para comparar a visão dos olhos”, explica.

Os principais problemas visuais nas crianças em idade escolar são a miopia, hipermetropia e astigmatismo. Problemas esses geralmente corrigidos com uso de óculos. A criança míope tem dificuldade para enxergar de longe, geralmente apertam os olhos pra focar melhor objetos distantes. Não apresentam dificuldade para leitura, computador ou videogames e raramente queixam-se de dor de cabeça.

O hipermétrope apresenta dificuldade para focar objetos próximos. O olho da criança tem capacidade para acomodar (compensar) a hipermetropia, porém para que essa acomodação ocorra é necessário um esforço visual que pode provocar dor de cabeça ou dor nos olhos e até mesmo vermelhidão e piscar excessivo. Portadores de astigmatismo apresentam distorção da imagem, que pode ser tanto pra longe como perto e os sintomas também são variáveis.

Ainda segundo a especialista, a falta de interesse da criança na escola também pode ser ocasionada por algum distúrbio visual e a detecção do problema pode evitar a perda do desempenho escolar da criança. “Entre os seis e sete anos de vida se determina a qualidade visual do indivíduo, por isso é muito importante levar a criança para exames oftalmológicos. Além disso, é fundamental o apoio dos pais, familiares, amigos e professores para que a criança faça uso correto dos óculos quando necessário”, ressalta Erika.

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